Vulcões de gelo gigantes são identificados em Plutão

A sonda New Horizons, que fez as imagens, foi a primeira nave espacial que explorou Plutão em 2015. Imagem: Isacc HERERA and Kelsi SINGER / NASA/JOHNS HOPKINS UNIVERSITY/APPLIED PHYSICS LABORATORY/SOUTHWEST RESEARCH INSTITUTE / AFP
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Na superfície de Plutão, estranhos inchaços que nunca tinham sido observados no sistema solar indicam que houve vulcões de gelo ativos até pouco tempo atrás, afirma um estudo publicado na Nature Communications nesta terça-feira (29) .

A análise das imagens tiradas pela sonda da Nasa, New Horizons, sugere que a temperatura interior de Plutão se manteve mais alta do que se pensava durante tempo suficiente para permitir esse fenômeno.

No lugar de lançar lava, os criovulcões ejetam “uma mescla espessa e lamacenta de água e gelo, ou talvez um fluido sólido como as geleiras” da Terra, explicou à AFP Kelsi Singer, cientista planetária do Instituto de Investigação do Sudeste no Colorado.

A existência de criovulcões em distintas luas do sistema solar, como no maior satélite de Netuno, Triton, é conhecida. Mas os de Plutão “parecem ser muito diferentes de tudo do que já tínhamos visto até agora”, acrescentou a co-autora do estudo.

Nesse planeta anão, podem ser observadas “grandes áreas de vulcões de gelo enormes, com uma notável textura de relevo ondulado”, disse. É difícil datar com precisão a formação desses vulcões, “mas acreditamos que podem ter algumas centenas de milhares de anos ou, inclusive, menos”, segundo Singer.

Um número pequeno em uma história que tem milhões de anos.

Conservação de água líquida?

Dado que a região em que se encontram essas formações carece de crateras de impacto, causadas por asteroides, os cientistas não descartam a possibilidade de que ali continue formando vulcões de gelo.

Estas descobertas são “muito importantes”, disse à AFP Lynnae Quick, especialista em planetas e especializada em criovulcões no Goddard Space Flight Center da Nasa.

— Sugerem que um pequeno corpo como Plutão, que deveria ter perdido a maior parte de seu calor interno há muito tempo, conseguiu reter energia suficiente para alimentar uma extensa atividade geológica bastante tarde em sua história — explicou.

— Estas informações deveriam nos permitir reavaliar a possibilidade de conservação de água líquida em pequenos mundos gelados longes do sol — disse, referindo-se ao cinturão de Kuiper onde se localiza Plutão.

David Rothery, professor de geociência planetária na Open University do Reino Unido, explicou que “não se sabe o quê proporcionou o calor necessário para a erupção desses vulcões de gelo”.

Uma dessas estruturas, o Monte Wright, de cerca de 5 quilômetros de altura e 150 quilômetros de diâmetro, possui um volume similar a um dos maiores vulcões terrestres, o Mauna Loa, no Havaí.

E isso acontece apesar de Plutão ser consideravelmente menor que a Terra.

A sonda New Horizons, que fez as imagens, foi a primeira nave espacial que explorou Plutão em 2015.

— Porém, temos muito o que aprender sobre o sistema solar — conclui Kelsi Singer.

 

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Fonte: Gaúcha ZH – AFP

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