Empresário, ex-esposa e farmacêutica são presos em Erechim por comércio ilegal de medicamentos

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Empresário, ex-esposa e farmacêutica são presos em Erechim por comércio ilegal de medicamentos
A Polícia Civil de Erechim prendeu ontem (27) os donos de duas empresas distribuidoras de medicamentos que atuavam em Barão de Cotegipe e Erechim, além de uma farmacêutica. Os três foram presos em flagrante pelo delegado Gustavo Ceccon, titular da Defrec Erechim. Diego Fossati (33), natural de Carazinho, e a ex-esposa, Manuella Samonek Haas (32), natural de Passo Fundo, operavam as empresas Eremed e Klima, localizadas na Av. 21 de Abril, no centro de Erechim.
Eles foram indiciados por tráfico de drogas e adulteração de medicamentos, além de sonegação fiscal. A farmacêutica responsável pelas empresas, Daniele de Oliveira Constante Barros (37), natural de Maceió e moradora de Erechim também foi presa. Os três já estão no Presídio Estadual de Erechim.
Segundo a polícia, as empresas estão em nome da ex-esposa de Diego Fossati, porque este não possui condiÇÕes legais para ter empresas em seu nome. A polícia encontrou uma grande quantidade de medicamentos controlados, armazenados e comercializados clandestinamente. Também medicamentos tarja preta, em grande quantidade, foram encontrados no apartamento de Manuella, na rua São Paulo, no centro de Erechim.
Na empresa em Barão de Cotegipe a polícia encontrou uma máquina para gravar código de barras e descobriu que o três utilizavamacetona para apagar registros em embalagens, tais como “venda proibida para ao comércio”, entre outros. A máquina imprimia as etiquetas de códigos que eram coladas sobre os avisos de “venda proibida ou “medicamento fornecido mediante receita médica , entrando de forma invisível no controle das farmácias, podendo assim ser vendidos sem receita.
Em entrevista na Uirapuru, o delegado Gustavo Ceccon explicou que a polícia vai apurar agora quais as farmácias que compravam medicamentos controlados. A adulteração nas embalagens era feita também para inibir tarifas tributárias e de venda restrita a hospitais, aumentando assim os lucros que poderiam chegar a 300%. Este lucro era possível já que remédios com venda exclusiva para hospitais são mais baratos do que os de comércio para farmácias. O delegado falou ainda que as investigaÇÕes estão no início, sendo que não está descartada a participação de algum orgão público no repasse dos medicamentos.
Ainda conforme o delegado, os envolvidos não teriam relação com fraudes anteriores de medicamentos em Barão do Cotegipe ou fraudes em outros Estados, mas já agiram da mesma forma em outras cidades gaúchas. Quando o esquema chegava ao fim eles mudavam de cidade, sem serem pegos.
O empresário Diego Fossati comandava as duas empresas distribuidoras de medicamento. Ele foi proprietário de muitas outras, mas todas foram a falência por descontrole e ostentação de riqueza, apurou a polícia.

Postada originalmente em: 2016-07-28 03:00:00

Categoria original: Região Noroeste

Fonte: Rádio Uirapuru

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