O resultado do exame do paciente com suspeita de ebola encaminhado de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, para Porto Alegre, deu negativo. Na noite de sábado (13), o Grupo Hospitalar Conceição recebeu da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) o resultado do teste.
O homem, de 64 anos, que esteve em Uganda — país da África Oriental com surto da doença —, ficou em isolamento total na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Canudos, em Novo Hamburgo. Ele havia testado positivo para Plasmodium falciparum (malária) e apresentava quadro de saúde estável. Na sexta-feira (12), o paciente foi transferido para a instituição da Capital.
Neste domingo (14), o Grupo Hospitalar Conceição afirmou, por nota, que a partir do resultado, “o paciente terá acesso a todo arsenal diagnóstico e terapêutico disponível no GHC para seu tratamento.” Neste momento, ele permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do local.
A operação para o exame envolveu técnicos do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) e do Ministério da Saúde. As amostras foram transportadas por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) até o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.
“A adoção imediata dos protocolos de vigilância demonstra a capacidade de resposta do sistema de saúde para situações que exigem investigação de doenças de potencial risco à saúde pública”, avalia a secretária estadual da Saúde, Lisiane Fagundes, que destacou que o monitoramento do caso permanece por parte das equipes de assistência e vigilância em saúde.
O que é o ebola
Conforme informações do Ministério da Saúde, o ebola é uma doença infecciosa grave e frequentemente fatal. A enfermidade é causada por um vírus de mesmo nome.
No homem e em outros primatas, o vírus provoca febre hemorrágica. Trata-se de algo endêmico em regiões da África e sua letalidade varia de 25% a 90%, dependendo da cepa viral.
A contaminação acontece por meio de contato com saliva, suor, vômito, diarreia ou leite materno. E também através de superfícies e objetos contaminados, como agulhas e roupas.
Os principais sintomas envolvem febre, cansaço, dor muscular, dor de cabeça e dor de garganta. O período de incubação da doença pode variar de dois a 21 dias.
Os cuidados englobam suporte precoce com hidratação e tratamento sintomático. Não existe vacina ou medicamento específico para tratar da enfermidade.
Fonte: GZH





















