O Brasil e o mundo, com inúmeros esforços, trabalham para conter o aumento de pessoas com a Covid-19. Muitas são as medidas para evitar a disseminação do vírus, como o distanciamento social e a quarentena. A suspensão das aulas é uma das medidas importante para colaborar no isolamento social pois, a escola é um espaço aonde contato é inevitável. Tal medida tem encontrado grande apoio junto aos educadores, pais e instituições de ensino.
A proposta pedagógica de um novo método de ensino a distância é de suma relevância para ampliar a possibilidade de aprendizagem dos alunos no mundo todo. Atualmente, as instituições de ensino, corpo docente e discente além das famílias apresentam dificuldades frente a essas novas propostas do governo. Trata-se assim, de um modelo de ensino que exige a interação do aluno com a tecnologia e o meio que está inserido. As instituições de ensino são orientadas a aproveitarem em ampla escala as ferramentas de tecnologia educacional, como por exemplo, as plataformas e ambientes virtuais de ensino, para garantir os processos pedagógicos de aprendizagem. Os sistemas de ensino já estão produzindo vídeo aulas, transmissões ao vivo, exercícios online, entre outros mecanismos. Todo esse esforço se faz para manter os estudantes em um ritmo de estudo, mesmo estando distantes do espaço físico da escola.
A partir do exposto, são assuntos que vem sendo problematizados em redes sociais, grupos de wattsapp e nos próprios lares, salientando os desafios e as interações nos ambientes virtuais de aprendizagem propostos para sequência do ensino nesse período de distanciamento social. Na continuidade, são apresentados exemplos das dificuldades apresentadas, o que nos permite refletir sobre a importância de concluir ou não um ano letivo, mesmo se tratando de uma proposta de ensino com interações em ambientes virtuais de aprendizagem sem o contato físico, e somos surpreendidos a cada semana com novos ofícios e portarias, sem uma ampla discussão com a base da realidade de cada escola ou comunidade escolar possibilitando aceitação ou não de diferentes formas de analisar e refletir sobre a viabilidade a esse processo de ensino Ead.
Segundo Real (2013), é importante favorecer a cooperação nos ambientes virtuais de aprendizagem, incentivando para que ocorram interações em todos os níveis: professores, alunos e tutores. A autora cita Piaget (1977), que salienta a importância da discussão entre pares, pois, para ele, a crítica nasce da discussão, que produz a reflexão e a verificação objetiva, e só é possível entre iguais.
Por meio da presença social aparece à expressão das emoções, a comunicação é mais livre e aberta, e os alunos podem incentivar e elogiar seus colegas, bem como, partilhar experiências pessoais, estabelecendo uma relação mais próxima e afetiva uns com os outros, ponto esse negativo nesse momento vivenciado pelo distanciamento social. O principal desafio para o desenvolvimento dos ambientes virtuais de educação é a falta de acesso à internet, às famílias terem conhecimento ou domínio dessas ferramentas para auxilio na construção de conhecimento e aprendizagem de seus filhos (as) junto a essa rede que tem por finalidade possibilitar a inovação colaborativa através da construção de aprendizagem.
Diante do exposto, não é possível negar a importância da interação dos alunos nos ambientes virtuais de ensino para possibilitar a aprendizagem. Os professores terão um papel ativo como mediadores nesses ambientes. Nesse sentido, pensar as presenças sociais, cognitivas e de Ensino pode ajudar na reflexão sobre as interações, e, consequentemente, sobre os novos desafios frente aos desafios para educação em tempos de pandemia.
A presença do ensino EAD é caracterizada pelo acompanhamento e assistência de todos os profissionais de ensino, porém, a realidade apresentada pelos alunos e famílias que não conseguem utilizar plataformas online de ensino, professores que carecem de formação técnica para direcionar processos de aprendizagem em ambientes virtuais. Segundo pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil, 58% dos domicílios no país não têm acesso a computadores e 33% não dispõem de internet. Dessa forma, levar à frente as soluções de educação a distância se tornam complicadas principalmente para os grupos sociais mais vulneráveis. Esses desafios são ampliados quando levamos em conta a rede pública, em que estudam mais de 80% dos brasileiros em idade escolar. Outro ponto central é o acesso a computadores.
Em tempos de pandemia que não sabemos ou temos certeza, até quando esse vírus vai existir em nosso meio o caminho é seguir as restrições e evitar a proliferação do vírus são tantas as dificuldades que surgem, sinais de esperança como iniciativas voluntárias de pessoas nos mostrou que os professores são insubstituíveis. Oferece às famílias a oportunidade de resgatar seu papel educativo oferecendo às crianças e aos jovens tempos de estudo em conjunto, de partilha de histórias e cultivo da fraternidade.
Referências:
CORTE REAL, Luciane Magalhães. O uso de um espaço virtual desafiando a escrita coletiva em uma universidade pública. FORO IBEROAMERICANO DE LITERACIDADD Y APRENDIZAJE, 4, 2013, Puebla, México. Memória de Trabajos del XII CDLyE y IV Fila. Puebla, México, 2013 p.1039-1046.
Piaget, Jean. Para onde vai a educação?14. ed. Rio de Janeiro. José Olympio, 1998.
Fonte: Rubia Formentini






















